Lady Gaga diz que se veste de forma excêntrica porque muitas pessoas gostariam de se vestir daquele jeito, mesmo que de forma inconsciente, e que ela, como artista, podia realizar esse sonho por elas. É como se vivesse em um universo paralelo, onde tudo é permitido. E por isso, nunca é vista sem a “montagem”, sem aliviar nem mesmo para se encontrar com a rainha. Admiro essa postura de Gaga porque ela mantém vivo o sonho, o lúdico, o fantástico.

Outro dia li na Veja uma matéria sobre os novos filmes de animação voltados para o público adulto. Falava do O Fantástico Dr. Raposo, que narra a história de um casal de raposas que, seguindo sua natureza, furtam para se alimentarem. Quando são pegos no flagra, Raposa fala para Raposo que está grávida e pede que ele nunca mais os coloque em perigo. Para isso, Raposo terá que prover a família só com seu trabalho de jornalista. Mas Raposo poderia viver sem furtar, contrariando sua natureza? É disso que trata o filme: o eterno confronto que vivemos entre o que temos que ser e o que realmente somos.
Há poucos dias foi lançada a coleção de lingeries que Sonia Rykiel criou para a H&M no Grand Palais, em Paris. Tudo era grandioso e o cenário era digno de Alice no País das Maravilhas (outro lançamento para 2010 na versão de Tim Burton). Foi um verdadeiro desfile de cenários, com modelos de lingerie andando de balanço, peduradas em lustres, em camas gigantes, dentre outros. O vídeo abaixo mostra um pouco show de Sonia Rykiel.
O que têm em comum Lady Gaga, o Sr. Raposo e o desfile de Sonia Rykiel? Eles nos lembram que não devemos deixar a imaginação morrer e que podemos sim resgatar da nossa infância momentos bons, coloridos e divertidos para vivermos melhor. É uma nova tendência, porque uma hora os vampiros devem morrer.
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